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DECIFRAMENTO DE UM ENIGMA EM TRÊS ATOS

 

Maria Elizabeth Candio


I

Não me esfinge de enigmas
teu surgimento abrupto de pomba
enluarando mantras minhas noites

Tu antes me decifras onde crostas
Tu antes me devoras onde cravas

II

Não me abisma de quedas
teu desnudar incólume de fera
engravidando sendas meus quereres

Tu antes me resgatas onde nuncas
Tu antes me resguardas onde nadas


III

Não me alpendra de chaves
teu despudor notívago de macho
desencrustando orgias minhas carnes

Tu antes me despertas onde grudas
Tu antes me libertas onde grades.

 

 



Escrito por Tania às 17h54
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CRETINO

Rosa Pena

Não culpes o destino,

fizemos um contrato leonino.

Tu serias a majestade,

 eu obediente a tua vontade.

Acabou.

És um cretino!

 

 

Não critiques,

minhas lembranças,

nem mais  pratiques ,

 tuas famosas  lambanças.

No esconde do pique

torço  que te trumbiques.

Não enganas nem

mais  crianças.

 

(continua)

 



Escrito por Tania às 22h07
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Acordei, estou desperta

virei  mulher esperta.

Está tudo dito.

Escutou bem

man ?

Não  mais repito.

Falta só te avisar

que a nossa  porta

 permanece entreaberta.

Se a encontrares fechada

é porque estou morta,

se é que isso te importa.

 

 

 



Escrito por Tania às 22h04
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ALMAS DE PEDRA

Tania Melo

 

Deparo-me com almas esculpidas

na pedra bruta... pedindo detalhes,

curvas,retoques, sopros na poeira

para que possam se tornar inteiras.

 

criadas por alguém que não as ama

e que egoísta, é surdo ao seu clamor,

nas formas tortas choram suas dores

por não poderem demonstrar amores...
 


Escrito por Tania às 21h13
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SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA

O mandato que o povo brasileiro lhe outorgou foi para governar este país e promover seu desenvolvimento social, diminuindo a pobreza e a iniqüidade, melhorando as condições de vida dos cidadãos sofridos e calejados por más administrações anteriores.

O senhor se orgulha de fatos acidentais da sua biografia como se eles tivessem relevância na sua eleição. Mas tenha certeza de que foi alçado a esse posto não pelo fato de ser filho de pais analfabetos; não porque nasceu pobre e diz ter passado fome; não por ter sido sindicalista; não por ter perdido o dedo mindinho e se aposentado por isto; não por ter se valido dessas circunstâncias e ingressado na política; não por ter sido um perseguido político e até preso; não por ter sido fundador do PT. Se fosse assim haveria centenas de outros em iguais condições e teríamos que multiplicar os cargos de Presidente do Brasil.

O povo estava cansado da mesmice de administrações anteriores porque sempre foi ludibriado por acenos de melhores perspectivas que não ultrapassavam as porteiras da campanha eleitoral. Subir a rampa do palácio é muito significativamente um ato que importa em virar as costas para o povo e os presidentes levam isto ao pé da letra: esquecem suas promessas e se deixam levar pelos interesses partidários e das elites que o senhor diz combater mas que acolheu e protege. 

Vossa Excelência frustrou e está frustrando esse povo. Fez o mesmo que seus antecessores. Sua administração está ainda nas promessas de campanha e seu mandato não passa de uma extensão dela.

Não tenho nenhuma prova de ato de improbidade cometido pelo senhor nem intenção de estar me comparando com quem quer que seja, nem com o rico que pode dispor de um veículo caro para dar de presente a um amigo nem com o pobre que mora numa favela e nunca terá condições de ter sequer um cavalo para puxar sua carroça de catador de papéis. Mas, de minha parte, outorgo-lhe procuração, ou a quem o senhor indicar, para investigar minha vida social, política e profissional e minhas contas-correntes, minhas fichas criminal e cível em todas as comarcas em que residi, desde que nasci e enquanto viver.

Garanto-lhe que encontrarão sentenças reformadas, decisões que tribunais consideraram equivocadas – nunca fui dono da verdade –, mas ninguém me acusará de qualquer atitude aética, desonesta ou imoral. A honra não é atributo exclusivo de pobres ou de ricos, de analfabetos ou intelectuais, de garis ou presidentes, de súditos ou de monarcas. A honra não pode ser mascarada; a honorabilidade pode.

Por isto, de igual para igual, tenho sim coragem de lhe dizer que o senhor não tem o direito de subir num palanque e tentar impor-se como dono absoluto da ética, da honestidade e da moral. O senhor não é o único nem o último brasileiro honesto. A grande maioria está na mesma situação que o senhor e eu. Estamos no mesmo nível de igualdade. Por isto ninguém, nem o senhor, tem autoridade de nos lançar advertências de palanque ou de nos desafiar promovendo-se às nossas custas.

A grande diferença – senhor Presidente – é que nem todos conseguiram juntar ao seu redor tantos homens que não detêm essas mesmas qualidades. Poucos presidentes deste país conseguiram se assessorar de tantos corruptos, de tantos desonestos, de tantos aéticos e amorais quanto o senhor conseguiu.

O senhor já é presidente. Nem que queira poderá ser mais do que isto pois já ocupa o cargo máximo da Nação. É preciso que se convença disto com rapidez, porque o mundo no qual está apoiado está desmoronando. Muitos dos que estão lhe servindo de base estão caindo.

Por isto, ao invés da soberba do queixo empinado é bom que olhe, também, com humildade, para baixo, e veja onde põe os pés e por onde caminha. Caso contrário o senhor vai de roldão. Vai cair também. De cabeça erguida e dura, como uma estátua, mas vai cair.  


Texto de Ilton Dellandréa

http://dellandrea.zip.net

JUS SPERNIANDI

 



Escrito por Tania às 14h05
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MEUS CASTELOS

 Como um Dom Quixote avancei contra os moinhos.

Em minha loucura, havia uma conspiração em andamento:

Todos queriam roubar de mim a minha amada.

O ciúme me consumia, a raiva tomava conta de meu corpo.

 

Como um louco, lutei contra tudo e contra todos.

Mal sabia eu que lutava comigo mesmo,

Que a cada batalha mais afundava,

Mais chafurdava na lama da loucura.

 

E mais moinhos surgiam a minha frente.

 

Mas, para tudo existe um fim.

Agora entendo o que realmente perdi

Foi a batalha da dignidade.

 

(J.B.)

 

 

 

 

                                       



Escrito por Tania às 12h54
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DESEJO

Publicada,originalmente,em 03/06/05-Transferida

Quero uma venda a cobrir-me os olhos

no exato instante em que te desnudes...

e as mãos atadas quando for tocar-te...

 

querendo tudo e não podendo nada.

Beijar-te a boca estando amordaçada.

Tentar andar sem conseguir mover-me...

 

pois no instante em que desvencilhar-me

destas amarras,vendas e mordaças,

penetrarei tua alma... tomarei teu corpo

e voaremos juntos...num só transformados.

 


 



Escrito por Tania às 12h51
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SILÊNCIO

Publicada originalmente em 23/05/05-Transferida

(Tania Melo)

 

 

De onde os sons que atingem minha alma?

Sinos? Sirenes? Festas? Sofrimentos?

Ouço, me aquieto, tento interpretá-los...

mas... emudecem... somem, se acovardam.

 

Se me aventuro, novamente surgem,

me alucinam, sem piedade alguma.

Mas, se me calo para entendê-los

riem baixinho...mudos, escondidos.

 

Não os decifro, por mais que me esforce.

Falam mais alto quando canto e danço.

Cubro a cabeça para não ouvi-los.

Tal qual a música...eles vão calando...

 

continua...

 

 



Escrito por Tania às 21h24
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Consigo, agora, perceber quem sejam

esses ruídos que me tiram a calma.

São vozes tuas que tentam e conseguem

que  eu silencie... enquanto tu não voltas.

 

 

 [Guarnieri(Gu)]
Ai,quanta saudade. Já estava desiludido.Ao saber do problema das imagens,entendi e espiava sempre para ver se havia mudanças. Finalmente, hoje,deparo-me com esta maravilha. O poema fala tudo.Não é preciso muito para entender que te sentiste só e esperando pelo retorno de alguém ou, talvez, de algo que te é muito importante e, para tanto, fazia-se necessário aquietar-se. Como não decifravas o som dos ruídos, compreendeste que o que este alguém ou algo, na verdade desejava,era de teu silêncio... Lindo e profundo. Parabéns. Beijo-te a face com muito carinho. Do amigo de sempre,Gu.
23/05/2005 22:03
 
 [Fernando]
Ei, minha querida.Que lindo esse poema. Que bom que retomaste o blog. Fico feliz demais com isso,porque sentia muita falta de ler as coisas lindas que escreves e o que postas de outras pessoas,também excelentes. Este poema tem tudo a ver.A imagem é belíssima, o texto fala diretamente com o coração. Olha,não vou elogiar demais,porque,assim, vão me faltar palavras pras outras vezes que eu voltar aqui. Um beeeeeeeijo grande do amigo nandus
24/05/2005 18:14
 
 [Anchieta]
Prezada Tania, Infelizmente, tudo continua como dantes no quartel de Abrantes... Acho que teras de partir para o Platanus.,,
25/05/2005 09:41   

 [marcelo][mddavila@v-expressa.com.br][http://kayua.zip.net]
E aí, conterrânea? Estava te devendo uma visita. Não conhecia essa tua veia poética. Conheci e gostei...:-)) bj, marcelo
28/05/2005 08:23

[Ilton][dellandrea.zip.net] Oi, Tânia! Estive afastado, passando uns dias em SC, longe de uma conexão confiável. Gosto muito de suas poesias, mas não sei fazer um comentário mais profundo a respeito. Simplesmente porque não sei analisá-las. Um beijo.
03/06/2005 08:59

[Ilton][dellandrea.zip.net]
Você está tendo problemas com a inserção de figuras? Seu blog aparece com margens muito largas no meu micro. Isto ocorreu comigo: é que eu tinha inserido uma foto muito grande e ela estendeu as margens... Talvez dê algum trabalho, mas se você voltar e procurar a gravura que ocasionou isto e reduzi-la, o formato volta ao normal. Um beijo.
03/06/2005 09:03

[anchieta]
Tania, Referindo-me, também, à extensão das margens, como disse o Ilton, acredito tenham sido as fotos inseridas em Desejo e Mascara. Por serem muito grandes, alargaram a rolagem do Blog, dificultando a leitura. Lindas suas poesias. Muita sensibilidade. Abraços
06/06/2005 12:02

 [Leônidas Arruda][contato@leonidasarruda.adv.br][www.leonidasarruda.adv.br]
Tânia, volto à sobra desses plátanos coloridos para beber o néctar da sua poesia

18/06/2005 19:01

 



Escrito por Tania às 21h19
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