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MINHA MÃE, MINHA AMADA

 

Recebe o meu beijo com todo o amor e saudade que sinto de ti.

Feliz dia das Mães para sempre, minha adorada.



Escrito por Tania às 10h26
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Escrito por Tania às 18h49
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Um maravilhoso Natal e um Ano-Novo recheado

de delícias por todos os seus dias

(basta clicar na telinha)



Escrito por Tania às 19h38
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La Troupe

 (Tania Melo)

Eu, pierrô, encubro a alma

com trapos de fantasia.

Sob a máscara do rosto

mudo o pranto em alegria,

disfarçando a dor que sinto

por esta pesada sina

de não ser, na contradança,

par da linda Colombina.

Pelos salões, vejo em mim,

insano frangalho branco

com mil cores camufladas,

outro doido saltimbanco:

um caricato Arlequim

a bailar sem sua amada.

 



Escrito por Tania às 12h06
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O último poema

 

                                                                   

Manoel Bandeira

Assim eu quereria meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

No dia 13 de outubro, há 40 anos, morria Bandeira.

Os Plátanos homenageiam a este poeta que marcou, de forma tão especial, a nossa literatura.

 

 



Escrito por Tania às 17h04
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Amar

 

Florbela Espanca 

 

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além... 
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma primavera em cada vida: 
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...




Escrito por Tania às 21h32
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Commédia del Arte

Classificado no concurso Poemas no Ônibus,2008, da cidade de Esteio/RS

Tela: Arlequim, Pierrot e Colombina - Di Cavalcanti(1922)

(Tania Melo)

 

Tão só, no último banco,

      o arlequim remendado      

tem a roupa colorida,

em tons tristes, desbotados.

Sustenta as dores nas curvas,

disfarçando o amor que salta

do peito, descompassado.

Pois, sentados logo à frente,

vão, juntinhos, abraçados,

sua doce colombina

e o pierrô, apaixonados.

 

 


 



Escrito por Tania às 01h12
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Para sempre

 

(Carlos Drummond de Andrade)

 

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

 



Escrito por Tania às 18h54
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Aún no estoy preparado

 

(Pablo Neruda)

 

Aún no estoy preparado para perderte.

No estoy preparado para que me dejes solo.

Aún no estoy preparado para crecer

y aceptar que es natural,

para reconocer que todo

tiene un principio y tiene un final.

 

Aún no estoy preparado para no tenerte

y solo recordarte...

Aún no estoy preparado para no poder oírte

o no poder hablarte,

No estoy preparado para que no me abraces

y para no poder abrazarte.

 

Aún te necesito

y aún no estoy preparado para caminar

por el mondo perguntandome  por quê?

No estoy preparado hoy ni nunca lo estaré.

 

Te necesito

 



Escrito por Tania às 23h52
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Autopsicografia

Fernando Pessoa

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

 

 

 



Escrito por Tania às 19h05
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Um período de férias...

 

Estarei ausente por alguns dias.

Carinho para todos que passarem por aqui.

Tania



Escrito por Tania às 13h33
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SINTO SAUDADES

Clarice Lispector

Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.

Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades.

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...

Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando n o futuro.

Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...

Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!

 

De quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!

Daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre.

Sinto saudades de coisas que tive e de outras que não tive mas quis muito ter! Sinto saudades de coisas que nem sei se existiram.

 

Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências...

Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava fielmente como só os cães são capazes de fazer.

Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!

Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar.

Sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade...

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que... não sei onde ... para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi.

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades em japonês, em russo, em italiano, em inglês ... mas que minha saudade, por eu ter nascido no Brasil, só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria espontaneamente quando estamos desesperados... para contar dinheiro... fazer amor ...declarar sentimentos fortes ... seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples “I miss you” ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.

Talvez não exprima corretamente a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas. E é por isso que eu tenho mais saudades...

Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis!

De que amamos muito o que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência...

 

 



Escrito por Tania às 01h07
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2008 à vista, Capitão.

 

 

O nosso lindo Grumete é Pablo(Barcelona/Espanha.

Ver comentário de seus pais junto aos outros

Grumete

 

 

 Alberto Cohen

 

 

 

Capitão, meu capitão,

em que mar nosso veleiro

vai agora navegar?

Quem sabe por entre nuvens,

que são as ilhas do céu,

quem sabe nos muitos sonhos

que, transformados em tinta,

respingaram no papel.

Talvez em olhos perdidos

no horizonte de um voltar,

talvez pelas tempestades,

pelo vento e maresias,

que precedem calmarias,

naqueles que vão se amar.

Capitão, meu capitão,

em que porto, ribanceira,

fim do mundo ou corredeira,

vai nosso barco aportar?

Quem sabe dentro de quadros

que Van Gogh não pintou,

quem sabe depois da lua,

nas surpresas e esperanças

que um astronauta deixou.

Talvez num laço de fita

nos cabelos bem cuidados

de uma menina a brincar,

talvez numa palafita

de uma gente tão aflita

que não consegue sonhar.

Capitão, meu capitão!

Terra à vista, capitão!

Quem sabe é feita de rimas,

quem sabe é feita de versos,

talvez um novo universo,

talvez o nosso lugar.

 

 

 

 

 

 



Escrito por Tania às 14h52
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.
.

Retrato

(Cecília Meireles)

Eu não tinha este rosto de hoje,

assim calmo, assim triste, assim magro,

nem estes olhos tão vazios,

nem o lábio amargo.

.

Eu não tinha estas mãos sem força,

tão paradas e frias e mortas;

eu não tinha este coração

que nem se mostra.

.

Eu não dei por esta mudança,

tão simples, tão certa, tão fácil:

— Em que espelho ficou perdida

a minha face?...

.

 

.

Cecília Meireles


.


Escrito por Tania às 23h40
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Escrito por Tania às 15h57
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